10 fotos que provam que Tohoku é o Japão mais bonito
Publicado em 10 de Julho de 2026.
Existe um Japão que aparece em todos os guias — Tóquio, Kyoto, Osaka, o Monte Fuji. E existe um Japão que a maioria dos viajantes não chega a conhecer: o norte. Tohoku, a região que cobre o norte da ilha de Honshu, tem uma beleza que é diferente em tipo, não apenas em grau. Menos polida, mais bruta. Menos fotografada, mais autêntica. Menos lotada, mais silenciosa.
Estas dez imagens não precisam de muito texto. Elas precisam de uma coisa: que você as veja e pense “eu quero ir até lá”. Se isso acontecer, o trabalho está feito.
1. O desfiladeiro de Naruko no pico do koyo
O desfiladeiro de Naruko, em Miyagi, tem cem metros de profundidade e paredes cobertas de bordo vermelho em novembro. Os japoneses consideram este o pico máximo do koyo no país — e quem foi concorda sem hesitar.
2. O bairro dos samurais de Kakunodate
Kakunodate, em Akita, preserva um bairro de samurais do século XVII intacto — muros negros, portões de cedro, jardins escondidos. Em novembro, as cerejeiras do bairro histórico cobrem o chão de folhas douradas. É o Japão feudal que sobreviveu.
3. O Lago Towada ao amanhecer
O Lago Towada, em Aomori, é uma caldeira vulcânica preenchida de água — 327 metros de profundidade, azul escuro e completamente rodeada por floresta. No outono, o reflexo da folhagem na superfície do lago cria uma simetria que parece editada. Não é.
4. As maçãs de Aomori e o mercado de manhã cedo
Aomori produz mais de 60% das maçãs do Japão — e no outono, os pomares cobrem a prefeitura de vermelho e verde que rivaliza com qualquer folhagem. Nos mercados de manhã cedo, as variedades locais têm nomes e histórias que o vendedor conta com orgulho.
5. O castelo de Hirosaki entre as cerejeiras douradas
O Castelo de Hirosaki, em Aomori, tem 2.600 cerejeiras no parque ao redor — as mesmas que cobrem o fosso de pétalas na primavera e de folhas douradas no outono. É um dos poucos castelos originais do Japão que sobreviveram às guerras e ao tempo.
6. O festival Nebuta de Aomori — lanterna que pesa uma tonelada
O Nebuta Matsuri de Aomori é um dos três maiores festivais do Japão — lanternas gigantes de papel e bambu representando guerreiros e demônios são carregadas pelas ruas em agosto. Cada uma pode pesar uma tonelada e levar um ano para ser construída. Tohoku celebra diferente.
7. O onsen de Nyuto ao amanhecer com neve
Nyuto Onsen, em Akita, é um conjunto de sete onsens históricos no meio da montanha — cada um com água de composição mineral diferente, coloração diferente e temperatura diferente. No inverno, banhar-se no rotenburo com neve caindo é uma das experiências mais extraordinárias do Japão. No outono, a floresta vermelha ao redor faz o mesmo.
8. A costa de Sanriku e o Oceano Pacífico
A costa de Sanriku, em Iwate, é uma das mais dramáticas do Japão — falésias de basalto caindo direto no Pacífico, baías em forma de U esculpidas por milênios de erosão, vilas de pescadores que existem há séculos. É o Japão marítimo que o turismo convencional quase nunca mostra.
9. O vilarejo de Tono e as lendas do folclore japonês
Tono, em Iwate, é o lugar onde o folclore japonês foi coletado e documentado em 1910 pelo escritor Kunio Yanagita. As lendas dos kappa (criaturas aquáticas), dos zashiki-warashi (espíritos de crianças) e dos tengu (demônios com nariz longo) vieram daqui. Os celeiros magariya ainda existem. As histórias também.
10. Matsushima: as 260 ilhas que o poeta não conseguiu descrever
Matsushima, em Miyagi, é considerada uma das três paisagens mais belas do Japão desde o século XVII. São 260 ilhas cobertas de pinheiros espalhadas por uma baía que muda de cor do amanhecer ao entardecer. Matsuo Basho, o maior poeta japonês, visitou Matsushima em 1689 e escreveu apenas: “Matsushima ah! Matsushima ah!” A beleza o deixou sem palavras.
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